Aceitar sua realidade é o que o torna livre dela

Aceitar sua realidade é o que o torna livre dela.

Aceitar sua realidade é o que o torna livre dela

Todo mundo já deve ter ouvida a expressão “aceita que dói menos” em algum momento da vida. E não há dúvidas que em muitas situações a gente nem mesmo parece encontrar outra alternativa a não ser aceitar.

O problema é que de acordo com o que aprendemos, aceitar algo significa nos identificar a isso, nos tornando isso, como se fôssemos vítimas da situação e nos obrigando a conviver com esse algo pelo resto de nossas vidas.

Porém, a verdade é bem diferente. Aceitar é uma atitude de libertação, e é sobre isso meu insight de hoje. Espero que lhe ajude a encontrar uma nova perspectiva de se renovar e ser mais autêntico.

Aceitar não significa se conformar

A lição mais difícil que me deparei até hoje no meu autodesenvolvimento é a aceitação. Nessas horas a gente vê como as palavras são limitadas em seus significados, pois é fácil pensar que aceitar é o mesmo que se conformar. E particularmente, não sou do tipo que se conforma com nada.

Mas aceitar é a verdadeira – e única – forma de encarar a realidade. E isso significa apenas ver, reconhecer e dizer: “ok é isso”, ou “ok, isso está acontecendo/aconteceu”. E só. Sem julgamentos, sem se identificar. E se houver algum sentimento envolvido, assistir a esse sentimento se movimentando dentro de você como quem assiste a um filme.

Acho até que falei bonito, mas na prática é bem mais complicado. Principalmente quando você se envolve em uma briga, ou vê alguém querido doente. Nesses casos é fácil se identificar com o sentimento – que acredite, é muito diferente de ser testemunha de um sentimento. E o mal estar vem depois quando percebemos que nos rendemos a situação como vítimas, e então surge o sofrimento.

Ser a testemunha de algo sem grande apelo emocional é relativamente fácil, porém, ser testemunha das emoções já complica, apesar de eu já ter conseguido isso em algumas ocasiões. E realmente, é muito libertador. É o que se pode considerar “lavar a alma”; você se sente leve, renovado. Mesmo se for pra sentir raiva. Afinal, o que você reprime te intoxica e te envenena.

Somos tão condicionados a nos reprimir que, depois de um tempo, dá um medo danado se entregar a uma emoção muito intensa (como é o caso da raiva, por exemplo), parece que vamos perder o controle e o que vem depois… bem o que vem depois é desconhecido, e como seres humanos sempre temos medo do desconhecido.

Mas, se aceitamos que estamos passando por uma situação ruim, e permitimos que a energia dessa situação siga seu curso, ela vai deixando de ser desconhecida, e o simples fato de fluir a faz perder intensidade (a intensidade surge da resistência, sempre).

Quando nos identificamos a algo (a um sentimento, situação, julgamento) é como se fôssemos esse algo. Assim, ao invés de sermos uma pessoa sentindo raiva, somos alguém raivoso, e compreender essa diferença muda tudo, pois a primeira situação é transitória, enquanto a segunda é definitiva.

Se pudéssemos resumir essa ideia de aceitação – e também de realidade – é que ambas são transitórias, não importa o quão boa ou ruim seja, é apenas um momento, e ele só continua o mesmo se nos apegarmos e nos identificarmos a ele.

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