As boas coisas estão no fluxo e não na luta

As boas coisas acontecem no fluxo e não na luta

“Então, pense enquanto for divertido, tente enquanto que seja fácil e fale enquanto for bom. Caso contrário, tire uma soneca.” Abraham Hicks

Sofrimento e dificuldade são avisos de que não estamos seguindo o fluxo

Eu não me inspiro e não gosto do arquétipo do guerreiro (o herói de Jung).

Acho que essa é uma declaração até perigosa de se fazer nos dias de hoje, onde cada vez mais se dá tanto valor a luta, aos desafios, a dor. A ideia do “No pain, no gain” saiu das academias e ganhou todos os setores da vida.

Até entre os empreendedores criativos, que em geral escolheram uma forma de vida alternativa (que engloba vida pessoal e profissional) se apegam a essa ideia. Que coisa gente, parece que se não tiver o tal do “trabalho duro” o que se faz não tem valor! Imagina então a visão que essas pessoas têm dos próprios filhos, porque em geral, filho é resultado de uma gozada, né? (Não pude perder essa piada).

Enfim, essa minha visão não é uma utopia, um delírio não. Olhando para trás na minha vida (e eu estou às vésperas do meu aniversário, momento de fazer aquela reflexão básica do ano que está terminando) reconheço meus grandes momentos, minhas grandes conquistas foram SIM muito FÁCEIS. Tipo, eu nem procurava e de repente, aconteceu.

Claro, durante anos fui condicionada a acreditar que precisava ser forte, guerreira e tal, mas eu nunca consegui nada de especial com isso. Só perdia o sono, ganhava peso, e no final, chegava a conclusão que o tal do esforço não valeu à pena.

Eu nunca tinha pensado em ser professora, até que um dia fui convidada a dar algumas aula numa rede nacional de aprendizagem. E comentando esse fato com um conhecido, consegui uma vaga em outro centro de treinamento onde fiquei por alguns anos (muito mais do que qualquer outro trabalho que “ ralei” pra conseguir), e vou dizer, foram uns dos melhores anos da minha vida. Me divertia muito, cresci muito – como profissional e principalmente como pessoa – fiz muitos amigos.

Havia problemas lá? Sim, muitos. Mas a diferença é que quando a gente faz o que gosta, a gente vive no fluxo, e esses problemas tornam-se suportáveis, podem até mesmo serem considerados “apenas desafios” (isso se você já tiver evoluído um pouquinho, é claro!). Ok, nem sempre eu pensava assim, mas também não entrava em crise, ficava doente, ou achava que estava sofrendo, porque estava fazendo algo que não gostava. Entende o ponto?

Por isso me encontrei nessas palavras quando li “Grande Magia”:

Então a questão não é tanto “O que você ama fazer”, mas sim “O que você ama fazer o suficiente para conseguir suportar os aspectos mais desagradáveis do trabalho?– Elizabeth Gilbert

Bom, é claro que pra mim, fazer o que gosto não é nenhum sacrifício, então, continuo preferindo o arquétipo do sonhador ao do guerreiro.

Já estou até imaginando que alguém vai pensar algo como: “Mas não adianta ficar sonhando e não fazer nada para conquistar!” E quem disse que o fazer é um esforço? O ser humano tem uma ideia tão deturpada que acredita que a tal da  “boa vida” é ficar dormindo ou assistindo TV o dia todo. WTF!

Que tal mudar um pouco essas ideias pré-concebidas, encontrar novos significados até mesmo para palavras e expressões? É essa falta de sentido na vida que faz todo mundo odiar as segundas-feiras, viver esperando o final de semana e o feriado. Vivem como se estivessem passando o tempo para no final… encontrarem a morte? E quando isso acontecer, terá valido à pena sua vida?

Da minha parte, espero que a morte me encontre da mesma forma, sem nenhum esforço, que seja de repente, sem avisar. Enquanto isso não acontece, eu vivo no fluxo do meu contentamento e bem estar, sonhando acordada meu próximo sonho, enquanto estou vivendo meus sonhos passados, porque eles sempre acabam acontecendo.

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