Eu me rendo ao Comfort Food

Eu me rendo ao Comfort Food

Eu me rendo ao Comfort Food

Hoje quando penso sobre comida, me pergunto por que passei tanto tempo fazendo dietas, estudando e praticando tantos tipos de sistemas alimentares (vegetariano, paleo, low carb etc) e nutricionais se para mim – Glau Gimenes – o único tipo de comida que me interessa é o Comfort Food.

Comfort Food é aquele tipo de comida que nos dá conforto emocional, sabe? Que nos faz lembrar da casa da vó (canudinho com coco), das tardes de chuva assistindo sessão da tarde (bolinho de chuva), carinho de mãe quando a gente ficava doente (chocolate quente) ou qualquer outra situação que nos faz sentir amados, cuidados, felizes!

Ah, eu sei que tem todo tipo de teoria por aí a respeito de alimentos, mas para mim não importa mais, pois se o que eu for comer não ressoar com meus sentimentos do momento, eu nem quero comer; se não me fizer feliz, minha fome nunca será saciada.

Comidas típicas de café da manhã são minha preferidas – pães, queijos, bolos, Nutella e café – aqueles dos “Cafés” então, nem se fala – croissant, brownies, muffins, waffles, panquecas. Depois, vem o cardápio típico de happy hour – petiscos a base de carnes, queijos e as bebidas como vinho.

Alguém poderia dizer, “Mas Glau, você tem uma dieta nada saudável!” Bem, não acredito que quem vive comendo salada e contando calorias seja saudável. Em geral vivem de mau-humor, irritados e são pessoas super chatas de conviver!

“Ah, mas então você não se ama, não cuida do seu corpo. Aposto que é gorda!” Quanto a isso, também não acredito que quem passa fome e vive de privações se ama ou muito menos cuida do corpo.

Amor é algo incondicional – se for condicionado a qualquer coisa, não é amor. Por isso meu amor por mim mesma não está condicionado a nada! Meu corpo tem a forma que EU dou para ele, e não é a comida quem faz isso e é tão saudável quanto EU me sinto saudável. Então, está tudo certo.

Comfort Food tem gosto de casa

Eu sei que comfort food está muito associado a comida comprada pronta, mas os meus preferidos sãos os feitos em casa, suas versões caseiras, e o próprio ato de preparar faz parte da aura de carinho.

Eu gosto de preparar um bolo, totalmente caseiro, com ingredientes que eu escolhi, fazer um café (amo cheiro de café!), arrumar uma bandeja e ir tomar café na cama assistindo a uma série, por exemplo. É todo o ritual que conta, não apenas a comida em si.

Outra coisa que adoro, é quando preparo o jantar – como um “Le croque madame” – com minha mãe, e a gente aproveita pra conversar e tomar um vinho ao mesmo tempo.

Comer é um dos grandes prazeres da vida, um prazer sensorial, e como tal deve ser respeitado e valorizado. Comer não é só alimentar as células, é alimentar as emoções também, as boas emoções. E a verdade, é que não importa como você “evoca” essas emoções, as ferramentas que utiliza. No final, como sempre, o importante é ser feliz sempre!

NO COMMENTS

GIVE A REPLY