A mestria de si mesmo é um caminho com muitos mestres

A mestria de si mesmo é um caminho com muitos mestres

A mestria de si mesmo é um caminho com muitos mestres

Apesar de já ter sido viciada em conhecimento, nunca aceitei a ideia de ter um mestre. Sempre achei essa dinâmica – mestre X discípulo – um tanto limitada demais para mim. Porém, desde muito cedo comecei minha busca solitária por minha mestria, e tive acesso ao material de diversos líderes, espirituais, filosóficos, ou mesmo pesquisadores tentando provar que os primeiros estavam errados.

Hoje, até vejo essa minha busca incessante como meu Eu Interior me guiando para onde eu realmente precisava chegar e alcançar mestria de mim mesma, ou seja, para que eu pudesse encontrar os mestres que seriam capazes de dizer algo que eu estivesse apta a reconhecer em mim mesma. E nesse contexto… bem, assim posso admitir que tive e ainda tenho mestres que me orientam.

Meu primeiro contato com alguma ideia diferente do nosso status quo, foi com Paulo Coelho (que não é exatamente um mestre), em “O diário de um mago” quando eu tinha aproximadamente 15 anos. Durante anos, eu lia esse livro ao menos uma vez por ano, como para recarregar a bateria e poder chegar em algum lugar que eu não tinha ideia de onde era. Li outros dele, claro, mas nenhum teve o mesmo impacto, e apesar de os livros mais recentes de Paulo Coelho não serem tão interessantes para mim como foram os 4 primeiros, eu ainda gosto muito de sua forma de pensar.

Depois, conheci Osho, através de alguns de seus sannyasins (discípulos) e o achei um tanto estranho demais, mas comecei a ler seus pensamentos e até hoje vejo como suas ideias são avançadas e extremamente libertadoras. Como tudo que tem o “toque humano” sempre há algo contraditório, e com Osho não é diferente, mas com meus anos de treinamento em leituras e pesquisas buscando explicações sobre o mundo e a vida, acho que desenvolvi um talento para separar o que me é útil ou não. O melhor ensinamento de Osho é na verdade, sua insistência na prática da meditação. Todo seu vasto material – livros, vídeos, palestras e terapias – poderia ser substituído apenas por MEDITE.

Mais recente, Rhonda Byrne abriu as portas do mundo para a Lei da Atração com o livro “O Segredo”. Ela não inventou nem descobriu nada, apenas compilou ensinamentos de vários outros antes dela, mas teve a “sorte” de ser a mensageira mais famosa do assunto. Eu já conhecia a Lei da Atração (LdA para os íntimos, ou o poder do pensamento positivo etc), mas até então, ela estava sempre misturada a religião, e isso me incomodava demais, até que Rhonda me fez sentir em casa, mesmo não sendo tudo ainda.

Mas foi a partir dele – “O Segredo”, que tudo que eu precisava realmente me foi revelado, e graças a internet pude conhecer Abraham, um grupo de consciência interpretada por Esther Hicks (daí serem conhecidos como Abraham-Hicks) e de repente foi como se eu relembrasse de tudo que já deveria saber. No início também tive um pouco de preconceito (puxa, quando a gente vai se livrar disso, né?) porque parecia coisa de espiritismo, mas finalmente me rendi, e tudo passou a fazer sentido. Abraham ensina que nosso objetivo é criar nossa própria experiência, e fazemos isso através do nosso bem-estar, da nossa alegria.

Ainda acrescento a essa lista Bashar (consciência interpretada por Darryl Anka), com ideias muito parecidas com Abraham porém com uma linguagem mais científica; e Neville Goddard, pensador do século passado que ensinava como a consciência funciona e como o sentimento determina como nossa vida é.

Toda mestria tem seu próprio Conselho Jedi

Por serem ensinamentos muitos diferentes de nossa maneira natural de pensar, às vezes uma palavra ou uma vírgula diferente é necessária para total compreensão, e por isso, para mim, eles se complementam. Vejo todos esses mestres como um Conselho Jedi, onde posso recorrer quando estou confusa demais. E o mais legal, é que nenhum me oferece uma solução, todos vão me fazer refletir e descobrir por mim mesma o que preciso. Sim, eu acho isso incrível e libertador!

Todos eles ainda fazem parte da minha vida – Abraham acima de todos – quando preciso de reforços, mas hoje já me considero mais independente. Eu não sou discípula de ninguém, nem ergo bandeiras, nem mesmo gosto de usar jargões, porém não nego ninguém que tenha me influenciado. Além disso, é muito bom saber que não preciso estar sozinha nunca, mesmo tendo alcançado a minha própria mestria, que sempre tenho ajuda quando preciso e na forma que eu consigo entender.

O que serve para mim pode não ser o ideal para você, mas todos podem selecionar seus próprios mestres e pessoas que inspiram e orientam. A única coisa que você nunca deve abrir mão é de encontrar o caminho para se tornar mestre de si mesmo, e nunca ficar dependente de nada nem de ninguém.