Seu nível de consciência reflete seu estilo de vida

Seu nível de consciência reflete seu estilo de vida

Seu nível de consciência reflete seu estilo de vida

Eu não tenho a menor dúvida que todo mundo, sem nenhuma excessão, pode ser feliz, ter toda a fortuna, amor e milagres que desejar. Mas também, tenho a mais absoluta certeza que cada um tem seu tempo para alcançar a consciência necessária para isso.

Veja que aqui não me refiro a inteligência, pois da forma que entendo, inteligência é apenas a capacidade de manipular um conhecimento recebido de outro, e isso é relativamente fácil. Até um papagaio pode repetir palavras, e um cachorro adestrado obedece comandos. Infelizmente, o ser humano sem consciência de seu poder é a mesma coisa, a diferença, é que o ser humano coleciona diplomas.

Em nosso mundo, não temos como medir o nível de consciência que alguém pode estar – e com certeza, há infinitos níveis – mas é possível perceber diferenças significativas quando lidamos com extremos opostos. O que vejo, é que quanto menos consciência uma pessoa tem, mais perto do padrão de sobrevivência ela se encontra; enquanto aquele que já evoluiu seu nível de consciência, está mais perto do padrão de vida, realmente.

Nossa consciência básica é como um firmware de fábrica necessária para nos manter a salvo do perigo e garantir a sobrevivência da espécie. Mas perceba, que isso não é muito diferente de qualquer outra espécie também. Nesse nível a existência se resume em garantir as necessidades básicas, com um toque de misticismo para nos dar um valor da superioridade.

A visão de mundo é dualista, ou seja, existe o certo e o errado, o bem e o mal, se um ganha outro tem que perder. Seu valor tem que ser provado, através da luta e do sofrimento, para garantir um futuro incerto, sonhado e nunca alcançado. Não há real responsabilidade por si mesmo, pois acredita-se no fatalismo – seja da ciência ou da religião. Há muitos intelectuais nesse nível, porém, não confunda superioridade mental com consciência elevada. Sim, temos consciência de sermos (ou termos) algo mais que outros animais, mas nossa mente não nos diz quem realmente somos. Ao contrário, nos fragmenta e nos faz sentir isolados e abandonados por algum ser superior – talvez por isso a necessidade da religião aqui.

Quando subimos na escala de consciência começamos a perceber a existência de uma maneira muito diferente. A primeira mudança é assumir a responsabilidade por si mesmo e pela própria vida o que, apesar de simples, não é tão fácil e é bem assustador no começo. Mas, a partir desse ponto, outras “verdades” vão surgindo diante de nós: nosso conhecimento intelectual deixa de ser importante, e nossa intuição fica mais aguçada e descobrimos a importância de liberar espaço para a real sabedoria – que é totalmente individual; percebemos que o universo é feito de infinitas possibilidades, assim como nossa própria vida, e por isso, julgamentos e classificações são atitudes que nos limitam.

Finalmente nos reconhecemos como seres completos e integrados, e por isso não há mais necessidade de disputas, ou seja, todos ganham, além de não haver mais divisão entre a vida material e espiritual.

Nossa consciência ampliada também nos liberta do medo e consequentemente das nossas necessidades, permitindo pela primeira vez entender o que é a vida e quem somos realmente. Nesse nível, não repetimos nada, criamos; nada é errado ou proibido; o caminho é mais importante que o destino, pois sabemos que não há um fim. Talvez o mais difícil seja aprender a viver orientado pelo prazer e pelo bem-estar, e não por regras (ou opiniões) externas. Mas quando a gente se descobre e experimenta uma vez esse estado de ser completo, pode até viver alternando – pois nada é estático, mas nunca mais se conforma em ser menos que isso.

Como evoluir na consciência

Eu não acredito que nenhum ser humano nessa existência esteja no zero absoluto ou no 100 de uma possível escala de consciência, e também, não vejo nada de errado em alguém estar num nível baixo. Acho que o problema existe somente quando se está estabilizado em algum nível, seja ele qual for. E como saber se você está ou não evoluindo?

Bem, há uma forma bem simples. Você é uma pessoa curiosa? Você questiona as verdades que você já acredita? Você está disposto a acreditar que existem outras verdades? Se você respondeu SIM a essas perguntas, então com certeza você está evoluindo. Do contrário, provavelmente você nem estaria lendo esse texto, não é?

Somente quem faz a pergunta sabe que tipo de verdade está disposto a conhecer, por isso não é possível ensinar “consciência”, ao contrário do conhecimento intelectual. Quando muito, podemos inspirar alguém a querer algo mais da própria vida, e então fazer as perguntas que sejam relevantes pra si mesmo. O maior limitador nesse processo é querer encaixar novas ideias em crenças antigas, isso nunca funciona.

Por isso eu não estou aqui para ensinar ninguém, muito menos explicar os acontecimentos da sua vida. Mas se você chegou até aqui, você já está no mínimo um passo adiante de onde estava ontem, e seus novos questionamentos te manterão no caminho que é adequado a você.

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