Tony Robbins – Eu não sou o seu guru

Tony Robbins - Eu não sou o seu guru

Tony Robbins – Eu não sou o seu guru

A Netflix tem feito um ótimo trabalho em disponibilizar conteúdo para todos os gostos, não dá pra negar, e posso dizer que fiquei surpreendida pelo documentário Tony Robbins –  Eu não sou o seu guru.

Documentário é um gênero problemático, a meu ver. Às vezes, o tema é interessante, mas é fácil cair num formato enfadonho e a gente perder o interesse depois de dez minutos. Mas isso não aconteceu enquanto eu assistia ao Tony (olha a intimidade!).

Bom, enfado e tédio decididamente não combinam com Tony Robbins; ele é mega elétrico, e chega a ser difícil acompanhar sua fala (ele fala muito, muito rápido!), mas Joe Berlinger (A bruxa de Blair 2), o diretor, conseguiu um formato a altura desse “astro”.

O documentário mostra os bastidores, e parte do próprio evento anual “Encontro com o Destino” realizado em Boca Raton – Flórida. E você percebe que Tony Robbins age realmente como um astro. O evento é digno de um espetáculo, com todos os elementos necessários: iluminação, áudio, telões, uma mega equipe, efeitos especiais…

E não pense que isso é uma maneira de “maquiar os efeitos”. Ao contrário, achei demais ver como Tony Robbins usa toda a tecnologia disponível para despertar nos participantes o que realmente importa: o sentimento necessário para querer mudar. Porque a verdade é essa: nossos sentimentos definem como nossa vida é.

Do meu ponto de vista, o clímax do programa foi a participação da moça brasileira que viveu uma vida de abusos e o próprio Tony demonstra uma grande empatia por sua dor, porém, é capaz de reverter o cenário e apresentar a ela uma nova oportunidade (dizer mais que isso já é spoiler).

O documentário mostra sua preparação pessoal por trás das câmeras e suas interações com as mais de 2000 mil pessoas presentes vindas do mundo todo. E por aí percebemos, como não importa a cultura, o desenvolvimento ou situação econômica: o sofrimento humano é universal, vem da alma, e dura até que o indivíduo resolva assumir o controle da situação, até assumir quem ele realmente é.

Acredito que o objetivo principal deste documentário seja nos deixar com vontade de participar de um evento desse, pois a energia vista na tela te prende até o final – além de ouvir a voz de Tony Robbins (que é sexy e não importa o conteúdo da mensagem), já que não encontramos nenhuma técnica sendo ensinada. Mas é possível aprender, subjetivamente, algumas coisas, como:

  1. A autenticidade nos torna mais interessantes
  2. Estar realmente presente com quem conversamos
  3. Ser empático com o outro sem nos identificar com suas dores
  4. Grandes mudanças acontecem de forma rápida

O título – “Eu não sou o seu guru” – (ele usa essa frase no seminário) é absolutamente perfeito, mesmo que possa soar assustador para aqueles que se sentem dependentes de ajuda e/ou respostas externas. Tony Robbins SABE que ele é uma ferramenta no processo, mas o processo é de cada um, assim como o uso que fará dessa ferramenta.

Apesar de não ser uma das pessoas que mais me inspira no meu crescimento pessoal, adorei o documentário pelo fato dele trabalhar com outros sentidos (visão, audição), gerando uma energia boa, que faz a gente querer fazer parte. E isso é fundamental quando escolhemos seguir nosso próprio caminho, pois é fácil nos sentirmos sozinhos e até “os errados” da história.

Felizmente, eu não estou sozinha nessa busca. Mesmo que meu caminho só sirva para mim, há outros com o mesmo objetivo, e isso me faz sentir parte de algo maior que eu mesma.

Assista ao Trailer do documentário Tony Robbins – Eu não sou o seu guru

 

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