Troque a vida competitiva pela vida criativa

Troque a vida competitiva pela vida criativa

Troque a vida competitiva pela vida criativa

Você sabe a diferença entre uma vida competitiva e uma vida criativa? Se você é daquelas pessoas que acreditam que há uma quantidade limitada de recursos no mundo, e que quando alguém conquista algo necessariamente outra pessoa tem que perder algo (como naquele jogo Rouba Monte, lembra?), então você está vivendo dentro dos conceitos da vida competitiva. Agora, se você acredita num universo abundante e ilimitado, onde nossas necessidades são preenchidas conforme elas aparecem, e todos têm direitos iguais, então você já entendeu o que é uma vida criativa, mesmo que ainda não tenha se dado conta.

Dentro da visão competitiva parte-se da ideia de um mundo acabado, sem nada mais a ser acrescentado, nem recursos nem ideias. Assim, é fácil imaginar esse mundo como uma selva onde as pessoas vivem uma eterna caça pela própria sobrevivência, afinal, pode não sobrar nada pra mim. Nesse cenário, vemos como o julgamento é importante, abrindo espaço para comparações, hierarquias, disputas e sempre termina com alguém que ganha em detrimento de outro que perde.

Porém, dentro da visão de uma vida criativa, vemos o universo se expandindo através do novo, da diversidade, da inovação. Aqui não é mais necessário disputar nada, porque numa vida criativa todos ganham, sempre há o suficiente para todos, até porque nem todo mundo quer a mesma coisa (isso quando falamos dos desejos mais profundos de nossas almas, não daqueles impostos pelas propagandas), e justamente a diversidade garante uma riqueza incalculável de recursos e novas ideias.

Já percebeu que de tempos em tempo surge um visionário com alguma ideia que revoluciona até nosso estilo de vida? Gosto de citar o exemplo de Steve Jobs. Não foi ele quem criou o smartphone, mas depois do conceito do iPhone, ele criou nas pessoas do mundo inteiro a necessidade de se ter um smartphone. Não quero aqui entrar na discussão do marketing, apenas chamar a atenção para o conceito criativo da história. Hoje em dia, muita gente vive para sustentar nossos smartphones, através de sistemas operacionais e aplicativos. Além, é claro, de quem usa esses aparelhos contarem com a comodidade e status que oferecem. Ah, e isso não afetou apenas a Apple, sua empresa, mas todas as empresas do setor.

A verdadeira criação vem somar, não dividir, por isso nossa visão de mundo também amplia. E não estou me referindo apenas às artes criativas. A criatividade pode estar presente em qualquer tarefa ou função. Na verdade, acredito que ser criativo é uma necessidade do ser humano, por isso tantas mães e pais são tão orgulhosos e apegados aos seus filhos, porque são suas “criações”, seus legados.

Passarmos por essa existência e não deixarmos uma marca de nossa passagem seria a confirmação de nunca termos existidos. E, talvez, esse seja o único ponto em que nosso ego e nossa alma concordam, nós queremos deixar nossos legados para as próximas gerações.

Uma vida criativa te liberta da intolerância

A vida competitiva com a qual estamos acostumados é também responsável por todos os atos intolerantes, que surgem de uma necessidade de controlar tudo e todos através da padronização, como se viver fosse simplesmente uma linha de produção: nasce, “faça o que eu digo”, cresce, “mande alguém fazer o que você diz”, morre. Nesse meio tempo, procuramos motivos pra julgar os outros e manter conosco o “espólio” por mais tempo – afinal, nós somos bonzinhos, como mandam, então merecemos.

Porém, essas são aquelas pessoas que vivem esperando as próximas férias, o final de semana, a aposentadoria, e em nenhum momento vemos brilho em seus olhos, tesão em suas ações, ou mesmo alegria de viver. Por isso vemos o mundo tão triste, tão sem esperança. Muita gente já está morta por dentro e não se dá conta.

Você não precisa esperar todos mudarem pra mudar também. Aliás, isso seria impraticável! Cada um escolhe por si só, até mesmo se quer ser mais um competidor ou um criador. Mas não dá pra ser as duas coisas aqui. Seguir seu coração vai te legar para outro tipo de vida, um pouco assustadora no início, gratificante por inteira, e talvez, no final, você ainda inspire mais alguém a seguir esse caminho também.