Uma dobra no tempo – Resenha do filme

Uma dobra no tempo

Uma dobra no tempo é, com certeza, um filme que tem que estar na lista de todo estudioso sobre a lei da atração, física quântica, expansão da consciência e afins.

Adaptação do livro de mesmo nome de Madeleine L’Engle, o filme aborda as aventuras de dois irmãos – Meg e Charles Wallace – em busca do pai, um cientista que desapareceu depois de usar suas descobertas num projeto secreto. Durante essa aventura, eles contam com a ajuda do amigo Calvin e de três entidades místicas “da luz”: Sra. Qual, Sra. Quequeé e Sra. Quem.

Essa busca vai levá-los a viajar pelo Universo e a enfrentar a Coisa, entidade negativa do Universo. Afinal, toda história que se preze tem que ter um vilão!

É uma ficção científica “amenizada” para se encaixar ao padrão que agrada ao público infantojuvenil, mas é verdade que o filme não explora as possibilidades tecnológicas disponíveis para retratar os aspectos místicos e científicos (cadê os efeitos especiais de tirar o fôlego, produção!). Essa parte ficou meio caricata até, com algumas cenas bizarras, algo que só se explica pelos valores Disney. Será?

O roteiro aborda assuntos mundanos e até clichês quando se fala de seres humanos, mais ainda quando envolve adolescentes, como: insegurança, auto-aceitação, bullying. Mas, quando a história “esbarra” na ciência, abordando – mesmo que superficialmente – alguns temas da física quântica, é que vejo o grande valor desse filme.

Assim, muita gente vai se identificar com essas ideias :

  • Para “tesserar” (termo usado para explicar como eles viajam entre as dimensões) o tempo-espaço, é preciso estar na vibração correta
  • Para encontrar seu poder pessoal você precisa saber que você é o próprio Universo
  • O amor é a vibração que permite tudo acontecer (não apenas um sentimento piegas para ser abordado na literatura ou para se filosofar a respeito)

De uma maneira geral, achei uma história com muito potencial, com várias direções possíveis, mas nenhuma explorada em profundidade. Na verdade, todas os assuntos que poderiam gerar uma reflexão aparecem bem superficiais, como se estivessem ali somente para preencher o roteiro.

Os efeitos visuais estão muito abaixo dos padrões Disney e há algumas falhas no roteiro (problema típico de adaptações literárias), que ficam visíveis até para quem não leu o livro. Tanto que fiquei muito interessada na leitura agora, na esperança de preencher esses vazios. Será que esse “erro” foi intencional? hahaha…

Mas, se você for como eu, que gosta de caçar os assuntos ocultos das histórias, vale à pena a sessão pipoca com Uma dobra no tempo.

Assista ao trailer de Uma dobra no tempo

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